Cinema engajado e poético: Moolaadé

Conhecemos muito pouco do cinema produzido em regiões do globo abaixo da linha do equador, além do que é produzido por cineastas oriundo de países de arriba. Se no Brasil já passamos pela dificuldade de se construir uma indústria produtiva cinematográfica, mesmo aferindo que nos últimos 15 anos, políticas públicas aliadas à mecenatos público-privados possibilitaram certa produção, o que é produzido em países asiáticos, africanos e centrosulamericanos é ínfimo e de difícil distribuição e circulação. Se não fosse a Internet p2p e a “pirataria” pouco de nós teriam acesso à essa pequena produção. Alguns desses filmes acabam passando por uma peneira de exibição e circulam em mostras específicas, como é o caso do filme Moolaadé que de acordo com minhas pesquisas na rede veio ao Brasil para uma Mostra em São Paulo e pásmen, em dvd. Uma amiga assistiu e indicou e terminei por baixar via torrent no excelente site makking off.

No meu repertório de filmes sobre África, só se encontravam os docs de Jean Rouch, Tsooti de Gavin hood ( que comprei pirata e descobri que tinha ganho Oscar), a animação Kirikú uma coprodução franco-belga e O soleil O do Med Hondo, que conheci em um mostra incrível de cinema francoafricano em Salvador organizada por Amaranta Cesar, minha professora na faculdade (aliás, essa mostra deveria ser repetida e lá em Cachoeira).

Até que conheci Ousmane.

Colle, Hadjatou, Mercenarie,
Sembene Ousmane

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